
Resumidamente, a história do filme se inicia com as incertezas da jovem e atraente Adelé. Com apenas 15 anos e pouca experiência quanto as opções sexuais, Adelé parece uma adolescente tímida, triste e insegura sobre si mesma até que conhece Emma, uma garota lésbica, experiente e de cabelos azuis. As duas se envolvem por um longo tempo e juntas, cada uma segue o que desejava: Adelé queria ser professora primária e Emma uma artista plástica. Apesar de amar Emma, Adelé sente receio de falar de sua relação homoafetiva e em meio aos problemas na relação conjugal, ela acaba tendo um caso com um de seus colegas de trabalho o que veio acarretar no fim da relação dela com Emma. Adelé termina o filme sozinha sem conseguir o perdão de sua ex-parceira, enquanto inicia um novo relacionamento com uma ex, cujo nome é Lise.
O filme, que dura quase três horas, baseia-se inicialmente na descoberta sexual de Adelé. Inicialmente, Adelé se relaciona com um garoto de sua escola, porém sente a falta de "alguma coisa", isso logo após vislumbrar uma garota de cabelos azuis na rua e não se esquecer dela, já que a atração entre as duas era palpável. Depois se encontrarem em um bar gay, Adelé e Emma começam seu relacionamento e o filme se foca no romance das duas e por fim, no sofrimento de Adelé pela perda de sua amada. As cenas de nudez e sexo são frequentes no decorrer da história e justamente pela falta de "medo" do diretor em expor cenas tão fortes e "reais" seja o motivo de "Azul é a Cor mais Quente" ter vencido no Festival de Cannes.
Embora o filme tenha conseguido enorme destaque, os conflitos entre a atriz Léa (que interpretou Emma) e o diretor do filme foram a tona. Léa reclamava da obsessão de Kechiche na perfeição em cenas de sexo (sim, aquela que dura sete minutos, super enfática e que parece durar uma eternidade). Em uma entrevista, Léa e Adelé (a atriz emprestou seu nome a personagem Adelé) afirmaram que na de sexo elas usavam uma vagina de silicone bem realista e própria para a filmagem. Segundo elas, Kechiche gastou uma semana (e 10 horas diárias) para gravar a cena o que desgastou muito as atrizes e as fizeram se sentir como "prostitutas".
Sobre o enredo do filme: enfadonho. Circula em torno da personagem tristonha e fraca Adelé. Sem contar o comprimento da história que são quase três horas de cenas ora ricas em puro sexo ora Adelé chorando. Sobre as cenas extremamente apelativas para os corpos das atrizes, o diretor do filme explicou, em outras palavras, que tinha como intenção representar a realidade de uma forma que não é vista nas telonas... blá blá blá mas o que percebe-se são longas e cansativas cenas que mais parecem do cinema pornográfico e dão aquela sensação aos espectadores de impaciência, apesar que os mais melosos venham a dizer que foi o romance mais lindo já visto...
Por outro lado, a beleza das atrizes, a naturalidade (apesar das controvérsias) de algumas cenas, as reações dos personagens e suas incertezas fazem com que o filme tenha seu lado positivo. Outro destaque do filme é o medo de Adelé em assumir sua opção sexual aos colegas. Lembra da cena em que os colegas de Adelé indagam sobre Emma?
Por fim, o filme não é uma das melhores obras representadas no cinema. Acredito que o destaque se veio devido o principal tema: relacionamento homoafetivo. Um fato antigo que ainda não foi desvendado aos olhos da sociedade. A curiosidade sobre o tema atraí o público de maneira absurda. Apesar dos pós e contras, o filme tem seu lado arte e como diz o ditado: Cada pessoa sua conclusão.
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